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Balanço final do Festival Interlagos: evento continuou a crescer, atraiu fabricantes e público recordes

Geely Ex2 Track Street 2

Coluna Fernando Calmon nº 1.417 — 1/9/2026

Balanço final confirma o sucesso da iniciativa, que sua organização o classifica como maior do mundo dedicado a experimentação em autódromos.

A infraestrutura, além das tradicionais áreas VIPs, contou este ano com centro de convenções e novo pavilhão de 15.000 m².

Participaram 32 marcas (das quais 14 chinesas) e ficaram de fora, entre outras, Audi, Caoa Chery, Chevrolet, Citroën, Nissan e Mercedes-Benz.

VW montou parceria com Mercado Livre em estande separado, enquanto a Chery compareceu com outras marcas do grupo (iCaur, Jetour e Omoda & Jaecoo).

Seguradora Suhai é a patrocinadora do evento. Este ano atraiu 215 mil visitantes em três dias e 15,2 mil testes (duas a três voltas na pista com um instrutor).

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Gac Gs9 Brasil 1
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Outro SUV grande, sete lugares, híbrido plugável Jaecco 8 entrega potência combinada de 605 cv, 66 kgf·m e preço estimado na faixa de R$ 300.000.

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Baic tem o elétrico Arcfox T1 em pré-venda já para o próximo mês por estimados R$ 150.000 e o T5 para 2027. Outro elétrico chinês, Omoda E5, terá versão de entrada com preço em torno de R$ 150 mil. BYD

Geely com produção nacional do EX5 EM-i, agora em setembro na fábrica paranaense da Renault, exibiu unidades customizadas EX2 Street e Track.

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Kwid 2027 foi apresentado com grade e para-choque redesenhados, além de preços promocionais. Abarth, do Grupo Stellantis, mostrou o Pulse Scorpioníssima, ainda como estudo de mercado.

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Impressões: Honda Prelude destaca-se pelo estilo e bom desempenho

Honda Prelude Brasil 1
Honda Prelude Brasil 1

O cupê 2+2 da Honda voltou a ser importado depois de 34 anos, sem perder sua proposta original ao oferecer dirigibilidade e desempenho de bom nível.

Não se trata, porém, de sentir as costas colarem no banco, depois de algumas voltas no autódromo de Interlagos neste primeiro contato.

Prelude tem histórico de linhas atraentes desde que estreou no Japão em 1978 e assim continua. Segundo o fabricante, seu desenho remete ao perfil de um planador.

Rodas de 19 pol. deixam bem visíveis as pinças de freio pintadas de azul. Pneus 235/40 R19.

Com distância entre-eixos de 2.605 mm e 1.355 mm de altura apenas crianças se acomodam no banco traseiro, a exemplo de outros carros esporte.

Honda Prelude Brasil 2
Honda Prelude Brasil 2

Porta-malas limita-se a 264 L. Uma característica interessante é o banco do motorista com assento mais firme que o do seu acompanhante.

Ergonomia facilita acesso a todos os comandos. Há duas portas USB-C, central multimídia de 9 pol. com suporte a Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de oito airbags.

Prelude é um híbrido pleno com motor 2-L aspirado, 143 cv, 19,1 kgf·m, mais dois elétricos (um de tração e outro gerador), que somam 184 cv e 32,1 kgf·m.

Potência combinada de 203 cv e torque também combinado de 32,1 kgf·m. Câmbio, se é que assim se pode chamar, tem oito marchas virtuais e até simulação de punta-tacco.

Em velocidades mais elevadas, como no autódromo ou retas longas em estradas, o motor a combustão atua diretamente nas rodas dianteiras.

Honda Prelude Brasil 4
Honda Prelude Brasil 4

Na maior parte do tempo, porém, operam só os motores elétricos, enquanto o motor a gasolina trabalha como gerador.

Sua arquitetura herdada do Type R inclui amortecedores adaptativos. Precisão direcional é um dos pontos altos. Em Interlagos, essa característica sobressai.

Confere confiança a quem dirige mesmo na curva Ferradura, aberta e em subida, uma das mais difíceis do circuito paulistano por seu traçado.

Honda não divulga no Brasil aceleração de 0 a 100 km/h, mas testes no exterior apontam entre 6,4 s (se a bateria estiver totalmente carregada) e 6,7 s. Com as marchas virtuais os tempos pioram para a faixa de 7,3 s a 9,2 s.

Preço: R$ 380.000.

Audi lança duas stations como alternativas aos SUVs

Audi A5 Avant 1
Audi A5 Avant 1

Em um mercado dominado de forma avassaladora pelos utilitários esporte (SUVs), a Audi toma uma decisão louvável e corajosa: renova a aposta no nicho das peruas (station wagons) com propostas mecânicas e abordagens tecnológicas distintas.

A5 Avant S-Line traz o motor 2 L, turbo, gasolina, quatro cilindros, 272 cv e 40,8 kgf·m. Câmbio é o automatizado de dupla embreagem S-tronic de sete marchas e a tração integral sob demanda. Alcance (km): 487 (cidade); 644 (estrada).

Já a A6 Avant e-tron S-Line é 100% elétrica, maior em todas as dimensões e com porta-malas de 502 L, mais 27 L, dianteiro (no total, 54 L a mais que a A5).

Motor 367 cv, 57,6 kgf·m e tração traseira. Arquitetura de 800 V, bateria de 100 kW⋅h e alcance de 440 km (padrão Inmetro).

O sistema de recarga aceita até 270 kW em corrente contínua e neste caso repõe a carga de 10% a 80% em 21 minutos.

Recuperação de energia em desacelerações varia do rodar livre (coasting) ao modo one-pedal, selecionáveis por borboletas no volante.

Destaque para o conjunto de telas digitais: quadro de instrumentos de 11,9 pol., central multimídia de 14,5 pol. e outra dedicada ao passageiro de 10,9 pol.

Há teto solar panorâmico com opacidade variável, projetor de dados no para-brisa e pacote completo de assistência à condução (Adas).

Avaliação dinâmica no trajeto entre São Paulo e Porto Feliz (SP) revelou o apuro do acerto de suspensões e isolamento acústico em ambas.

A5 entrega trocas de marchas quase imperceptíveis e o A6 e-tron prima pela progressividade. A perua com motor a combustão acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 s.

Contudo, A6 Avant e-tron, mesmo com 410 kg a mais em razão da bateria e dimensões um pouco maiores, consegue melhor aceleração: 0 a 100 km/h em 5,4 s.

Em resumo, modelos distintos no conceito de propulsão, mas irmãos no esmero dinâmico e na construção. Escolha recairá sobre a preferência por motor a combustão ou elétrico — além, claro, do fator preço.

A5 Avant S-Line: R$ 474.990,00

A6 Avant e-tron S-Line: R$ 699.990,00.

IA é muito boa, mas poucos concordam em pagar

O interesse do consumidor brasileiro por inteligência artificial (IA) na hora de escolher um automóvel já é uma realidade. Mas a confiança na tecnologia estreita-se muito, no caso de controle total do veículo.

É o que revela o levantamento Webmotors Autoinsights, realizado com 1,6 mil usuários da plataforma. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados demonstram interesse em veículos com recursos de IA (22%, muito interessados e 29%, interessados).

Se questionados sobre dirigir de forma 100% autônoma — sem nenhuma intervenção humana —, a aceitação despenca: 12% afirmam confiar plenamente.

Os dados confirmam que se enxerga a IA fundamentalmente como assistente de condução, e não substituta do motorista.

Enquanto 60% aceitariam o auxílio da tecnologia em tarefas de navegação e ajustes internos, 37% aprovam a atuação em sistemas de segurança ativa (frenagem autônoma de emergência e alertas de colisão), a direção automática plena cai para segundo plano.

Na lista de funcionalidades mais desejadas, a prioridade ficou assim: alertas de colisão/segurança, 45%; diagnóstico mecânico preventivo, 44%; rotas inteligentes, 34%; direção totalmente autônoma, somente 10%.

Por outro lado, a assimilação do conceito já está avançada: 54% afirmam entender bem ou já utilizar ferramentas de IA, 30% conhecem o assunto e apenas 8% dizem ignorar o termo.

Apesar de alta aceitação teórica, a disposição a pagar por isso ainda é entrave. Nada menos que 57% dos entrevistados afirmam que não desembolsariam valor adicional algum para ter IA no carro.

Entre os dispostos a pagar, 20% aceitariam um teto de até 5% sobre o preço do veículo.

Para Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, IA deixa de ser recurso futurista para tornar-se expectativa de item de série.

“O consumidor valoriza essa tecnologia quanto à segurança, praticidade e previsibilidade mecânica, mas a percebe como atributo inerente à evolução do automóvel — e não como opcional cobrado à parte”, concluiu.

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Ressalva, na coluna da semana passada: picape Kia Tasman tem carroceria e caçamba montadas sobre chassi de longarinas.

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