O candidato ao governo estadual Douglas Ruas (PL) alcançou 50,88% dos votos válidos no primeiro turno das eleições fluminenses. O índice foi confirmado após a retotalização realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Com esse percentual, ele ultrapassa a barreira de 50% necessária para garantir a vitória ainda na primeira etapa do pleito.
A nova configuração do pleito
Na segunda colocação ficou Eduardo Paes (PSD), que registrou 44,16% dos sufrágios. A alteração nos números aconteceu por determinação da Justiça Eleitoral, que invalidou 274.411 votos que haviam sido conquistados por Anthony Garotinho (Republicanos), responsável por 3,71% do total anterior.
Antes da divulgação oficial dos novos dados, o presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio Mello Tavares, explicou que haveria um prazo de três dias para a publicação do resultado, seguido por dois dias destinados a eventuais recursos. Encerradas essas fases, a Corte marcará uma sessão plenária para analisar possíveis contestações.
O magistrado informou ainda que, superados os trâmites recursais, a solenidade para oficializar Douglas Ruas como governador acontecerá em 15 de outubro, às 15h, na sede do TRE-RJ.
Posicionamento do segundo colocado
O candidato derrotado na segunda posição já se manifestou sobre o desfecho do processo. “O candidato disse em nota nesta sexta-feira (9), que embora a maioria dos eleitores fluminenses tenha votado para que a eleição para governador do Rio de Janeiro fosse resolvida em segundo turno, a decisão da Justiça deve ser respeitada.” Logo após a divulgação, Eduardo Paes também adiantou que desistiu da candidatura.
O contexto da anulação dos votos
A necessidade de recalcular os índices ocorreu em virtude da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de anular os sufrágios direcionados a Anthony Garotinho. Como os votos foram retirados do montante total de válidos, o TRE-RJ teve de refazer o cálculo das porcentagens de cada concorrente.
Garotinho participou da disputa sub judice, tendo sua situação eleitoral indefinida na época da votação. O TRE-RJ o considerara inelegível devido a uma condenação por improbidade administrativa, mas ele conseguiu autorização para concorrer e figurar nas urnas enquanto recorria.
Na véspera do pleito, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que os votos fossem contabilizados como anulados sub judice. No entanto, no domingo da eleição, o ministro Nunes Marques ordenou que fossem computados como válidos provisoriamente.
Embora tenha tentado desistir do recurso no dia seguinte à votação, o TSE rejeitou o pedido e julgou o mérito, invalidando definitivamente os sufrágios do político.
Com a exclusão, os números anteriores — em que Douglas Ruas detinha 4.271.199 votos (49,27%) e Eduardo Paes somava 3.706.984 votos (42,76%) — foram atualizados, projetando Ruas acima da maioria absoluta exigida pela lei eleitoral.