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Com a mesma origem de Fiat Titano e RAM Dakota, a Changan Hunter K70 troca o diesel por tração elétrica integral e entrega mais de 350 cavalos

A Changan Hunter K70 aparece com visual voltado ao uso fora de estrada. Na configuração híbrida, os motores elétricos nos dois eixos somam 354 cv.

A arquitetura de duas picapes vendidas no Brasil terá, na China, uma configuração híbrida com tração integral elétrica e 354 cv, sem abrir mão do motor a gasolina.

Chamada Changan Hunter K70, a novidade estreia no mercado chinês em 23 de outubro e traz um kit para uso fora de estrada, embora sua mecânica seja o principal destaque.

A ligação com o Brasil passa pela base da Fiat Titano e da Ram Dakota, ambas produzidas na Argentina a partir de um projeto nascido na China.

Essa estrutura também serviu à Peugeot Landtrek antes de chegar às picapes de Fiat e Ram, mas a Hunter K70 não deve ser confundida com a JAC Hunter vendida aqui.

Na versão híbrida, o motor 2.0 turbo a gasolina desenvolve 190 cv, porém não move diretamente as rodas: sua função é gerar energia para a bateria.

É a bateria que alimenta os dois motores elétricos, instalados um em cada eixo, formando um sistema de tração integral diferente do conjunto usado nas picapes brasileiras.

Picape vermelha Changan Hunter K70 vista de frente e de lado em uma área pavimentada.
A Hunter K70 combina motor a gasolina, usado para gerar energia, e dois motores elétricos que movimentam as rodas.

O motor dianteiro entrega cerca de 150 cv, enquanto o traseiro fornece aproximadamente 204 cv; juntos, chegam a 354 cv e 56,1 kgfm de torque.

A disposição permite que a picape tenha as respostas rápidas típicas da propulsão elétrica, inclusive nas saídas e retomadas, sem depender apenas de recargas externas.

Quando a carga da bateria cai, o motor a gasolina passa a atuar como gerador para ampliar a autonomia, sem alterar o papel dos motores elétricos na tração.

O funcionamento lembra o sistema REEV da Leapmotor, conhecido fora do Brasil como extensor de autonomia, mas classificado pela legislação brasileira como híbrido plug-in.

A semelhança de funcionamento não significa, contudo, que a Hunter K70 e os modelos da Leapmotor compartilhem componentes em seus respectivos sistemas de propulsão.

Changan Hunter K70 vermelha vista de lado e de frente, com pneus de uso misto e proteções escuras nas caixas de roda.
A picape tem pneus de uso misto, rodas de 17 polegadas e 24,5 cm de distância livre do solo, segundo as informações da Changan.

A comparação com as parentes brasileiras é expressiva: Titano e Dakota usam motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm, associado a câmbio automático de oito marchas.

As duas também oferecem tração 4×4, mas a Hunter K70 tem 154 cv a mais e supera ambas em torque, além de contar com resposta elétrica mais imediata.

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Essa vantagem de potência, por si só, não indica que o conjunto híbrido possa substituir automaticamente a solução a diesel adotada atualmente por Fiat e Ram no Brasil.

O preparo para deixar o asfalto inclui pneus de uso misto em rodas de 17 polegadas e distância livre do solo de 24,5 cm.

Por fora, para-choques mais volumosos, caixas de roda alargadas e proteções escuras dão à K70 uma aparência distinta das demais versões dessa família de picapes.

Interior da picape com volante, painel digital, tela central, console e bancos em tons de cinza.
O interior da Changan Hunter K70 tem painel digital e tela central. A picape será lançada no mercado chinês em 23 de outubro.

A dianteira conserva a grade integrada aos faróis em formato de T, enquanto adesivos no capô e nas laterais ajudam a identificar a nova configuração.

Na traseira, a tampa da caçamba abre em partes, e o exemplar apresentado pela Changan tem engate para reboque, sem capacidades de carga e tração divulgadas.

As lanternas também evidenciam o parentesco visual com Titano e Dakota, embora o caminho escolhido para a mecânica da K70 ainda não tenha equivalente confirmado por aqui.

Até agora, a Stellantis não confirmou planos de levar esse sistema à Fiat Titano, à Ram Dakota ou à Peugeot Landtrek, em um mercado brasileiro ainda dominado pelo diesel nesse segmento.

Como Fiat e Ram pertencem à Stellantis, existe a possibilidade de recorrer a tecnologias híbridas da Leapmotor, mas isso não representa uma decisão anunciada para as picapes.

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