A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou nesta quinta-feira (8) a prisão de um homem identificado como Elias, apelidado de “Bigode”, apontado como suspeito de participação no desaparecimento do professor Breno Antonio Humberto de Morais, de 25 anos. O detido foi localizado em uma área próxima à região do Manso, em Chapada dos Guimarães, durante uma operação conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Avanços nas investigações O caso, que está sob a condução do delegado Bruno Sergio Magalhães Abreu, segue em sigilo para não comprometer as diligências em curso. O objetivo central das autoridades agora é esclarecer a dinâmica do crime, identificar outros possíveis coautores e localizar o paradeiro do docente, que foi visto pela última vez no dia 25 de setembro, em Várzea Grande.
Sinais de alerta da família Desde o sumiço, a família de Breno notou inconsistências nas mensagens enviadas através do celular da vítima. O irmão gêmeo do professor, Bruno Humberto, relatou que as interações via aplicativo não condiziam com o comportamento habitual de Breno, o que gerou desconfiança imediata.
“Essa pessoa começou a se passar pelo Breno. Eu sei como ele escreve e achei muito estranho. Pedi uma foto só fazendo um ‘joia’ para a gente entender que ele estava bem. Ele mandou uma outra foto que eu considero que seja até inteligência artificial”, disse.
Além da escrita suspeita, a foto enviada não mostrava as tatuagens que o professor possui no braço, e a peça de roupa exibida na imagem era distinta da que ele vestia ao sair de casa.
Rastros e tecnologia Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que o educador embarcou em uma moto sem placa antes de perder o contato com os familiares. Na tentativa de encontrar o paradeiro do irmão, Bruno relatou dificuldades com o acesso aos dispositivos digitais.
“Tentei acessar o WhatsApp dele pelo notebook, mas a pessoa deslogou. Tentei entrar no iCloud dele. Pelo e-mail, consegui acessar Instagram dele e o banco, mas não havia movimentações”, relatou.
O inquérito policial continua em andamento e novas informações sobre o caso devem ser liberadas pela Polícia Civil conforme o desenrolar das apurações.