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Mato Grosso atinge 918 nascentes mapeadas pelo Ministério Público

O projeto Água para o Futuro, liderado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), encerrou o primeiro semestre de 2026 com um avanço expressivo na cartografia ambiental e na conservação dos recursos hídricos do estado. O balanço aponta a descoberta e caracterização de 16 novas nascentes nas áreas urbanas e rurais de Cuiabá, Várzea Grande e Alto Araguaia.

Expansão do mapeamento ambiental

Com as novas confirmações, o projeto atinge a marca histórica de 918 nascentes mapeadas em Mato Grosso (306 apenas na capital e 612 no interior). O trabalho assegura a preservação direta de mais de 6 milhões de metros quadrados de Áreas de Preservação Permanente (APPs), abrangendo os biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia.

Cerco à expansão urbana na Capital e avanço no interior

A prioridade do programa no semestre foi barrar a degradação de mananciais provocada pelo avanço desordenado de loteamentos e obras de infraestrutura:

* Pressão imobiliária em Cuiabá: As equipes técnicas concentraram a prospecção nas regiões Norte e Noroeste da capital, confirmando nove novas nascentes nas microbacias do Ribeirão do Lipa e do Córrego Sucuri — vetores de forte expansão imobiliária; * Conclusão de etapa em Campo Verde: No interior, a segunda fase de levantamentos em Campo Verde foi finalizada, somando 45 nascentes mapeadas no município. O modelo de interiorização já alcança 27 cidades mato-grossenses; * Produção técnica e inteligência geográfica: No semestre, a equipe técnica elaborou 60 relatórios de vistoria e mais de 50 mapas temáticos de alta precisão para subsidiar ações civis públicas, embargo de obras irregulares e projetos de recuperação florestal em Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Jaciara, Alto Araguaia e Alto Taquari.

Bases científicas e gestão

Coordenado pelo procurador de Justiça Gerson Barbosa, o Água para o Futuro utiliza recursos de geotecnologia e análise de solo, contando com a gestão operacional e financeira do Instituto Centro de Vida (ICV).

A estratégia garante embasamento científico para proteger as bacias do Alto Paraguai, Tocantins-Araguaia e Amazônica contra o desmatamento e o aterro clandestino de mananciais, assegurando o futuro da água na região.

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