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Exportações de óleo de soja de Mato Grosso superam o total de 2025 em apenas sete meses; farelo também avança

Mato Grosso exportou 224,32 mil toneladas de óleo de soja entre janeiro e julho de 2026, alta de 26,76% em relação às 176,96 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. O avanço de 47,36 mil toneladas ocorre em meio ao aumento do processamento da soja dentro do próprio Estado e também foi acompanhado pelo crescimento das exportações de farelo.

Os dados compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que o volume de óleo exportado nos primeiros sete meses deste ano já superou tudo o que o Estado havia embarcado durante 2025.

O maior fluxo mensal de óleo em 2026 ocorreu em fevereiro, com 59,01 mil toneladas, seguido por março, com 50,40 mil toneladas. Em julho, foram 38,64 mil toneladas, contra 21,74 mil toneladas no mesmo mês do ano anterior, diferença de aproximadamente 77,7%.

Apesar da expansão externa, o mercado brasileiro continua como principal destino do óleo produzido pelas indústrias mato-grossenses. Parte relevante da demanda doméstica está ligada à produção de biodiesel, em um cenário de elevação gradual do percentual obrigatório de biocombustível misturado ao diesel.

O crescimento das exportações está associado ao maior processamento da soja no Estado. Com maior disponibilidade de matéria-prima, as indústrias ampliaram o esmagamento do grão e a produção de seus principais derivados, óleo e farelo de soja, reduzindo a participação da soja que deixa o território estadual apenas na forma de grão.

Farelo de soja também amplia exportações

As vendas externas de farelo também avançaram nos primeiros sete meses de 2026. Mato Grosso exportou 5,22 milhões de toneladas, contra 4,74 milhões de toneladas no mesmo intervalo de 2025. O crescimento de 10,26% corresponde a aproximadamente 480 mil toneladas adicionais.

O mercado internacional tem peso ainda maior para o farelo. Para a safra 2025/26, o Imea estima que 80,36% da oferta estadual do produto seja destinada à exportação, com Ásia e Europa entre os principais mercados consumidores.

Em janeiro, os embarques chegaram a 679,25 mil toneladas, ante 607,72 mil toneladas um ano antes. Em junho, foram 793,43 mil toneladas, alta de 21,59% sobre as 652,56 mil toneladas de junho de 2025. Julho registrou 814,41 mil toneladas, contra 679,39 mil toneladas no mesmo mês do ano anterior.

Produção de derivados deve superar 13 milhões de toneladas

Para a safra 2025/26, o Imea projeta produção de 10,33 milhões de toneladas de farelo de soja em Mato Grosso e outras 2,72 milhões de toneladas de óleo. Juntos, os dois derivados deverão ultrapassar 13 milhões de toneladas.

Segundo o analista do Imea Juan Porto, o avanço das exportações resulta da combinação entre maior oferta de matéria-prima e demanda pelos derivados. As safras elevadas aumentaram a disponibilidade de soja para as indústrias e permitiram ampliar os níveis de processamento.

Enquanto o farelo mantém o mercado internacional como principal canal de escoamento, o óleo ainda tem predominância do consumo interno, especialmente ligado ao biodiesel. Os dados de 2026, porém, mostram que as exportações passaram a absorver uma parcela maior da produção mato-grossense.

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