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Concessionária Chevrolet e GMC do Arizona cobra R$ 100 milhões da GM após negativas de mudança e corte no financiamento

Borderland Chevrolet

Uma concessionária Chevrolet e GMC do Arizona entrou em disputa judicial com a General Motors e a GM Financial, cobrando US$ 20 milhões (R$ 102 milhões) em danos.

A ação afirma que Mark Mermis e Kevin Walters foram incentivados pela GM a comprar a Borderland Chevrolet-GMC, situada em Douglas, perto da fronteira mexicana.

Segundo os autores, a operação só avançou porque representantes da fabricante teriam indicado que a loja poderia posteriormente ser transferida para Benson, também no Arizona.

Mermis e Walters concordaram em 2023 em comprar a concessionária por US$ 1,1 milhão (R$ 5,6 milhões), primeira operação realizada conjuntamente pelos dois.

A ação descreve Douglas como uma região economicamente fragilizada e afirma que aproximadamente 70% dos moradores recebem algum tipo de auxílio ou apoio governamental.

Benson fica cerca de 113 km distante e é apresentada pelos autores como uma área economicamente crescente, com perspectivas comerciais superiores às encontradas em Douglas.

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Mermis acumula mais de 30 anos no setor automotivo e já administrou lojas Toyota e Ford em Silver City, no Novo México.

Walters, que atua como gerente-geral, possui mais de 20 anos de experiência no setor, segundo as informações apresentadas no documento protocolado em 26 de agosto.

A compra da Borderland foi concluída em março de 2024, tendo Walt Cook como vendedor, conforme registros citados no banco de dados Automotive News Buy-Sell.

Ainda em 2024, os novos proprietários adquiriram um terreno em Benson para instalar a futura operação, mas o pedido de transferência foi negado em novembro.

Depois disso, eles tentaram transferir a loja para uma antiga instalação da Ford em Silver City, aproximadamente 225 km distante de Douglas.

Esse segundo pedido também foi rejeitado, em março de 2025, decisão que os autores classificam como injusta e incompatível com compromissos anteriormente apresentados.

A ação afirma que um gerente regional da GM teria dado diferentes garantias durante o processo de aprovação da compra entre 2023 e 2024.

Em fevereiro de 2024, segundo o documento, Mermis teria sido aprovado como único operador para que a concessionária fosse considerada 100% pertencente a uma minoria.

Mermis tem origem latino-americana, e os autores sustentam que essa característica teria sido utilizada pela GM como parte de seus objetivos internos de representação.

A concessionária também alega que recebeu metas de vendas e exigências de capital consideradas excessivas ao mesmo tempo em que sua disponibilidade de veículos teria diminuído.

Segundo a ação, essa redução teria dificultado o cumprimento do índice de desempenho de vendas no varejo e das exigências financeiras impostas à operação.

A GM Financial também é citada por supostamente estabelecer condições mais rígidas para financiamento de estoque e redirecionar determinados pagamentos ligados a veículos novos e garantias.

Em janeiro, a financeira colocou a Borderland sob revisão contínua, suspendeu o financiamento de estoque para modelos novos e reduziu pela metade o destinado aos usados.

Os autores afirmam que essas medidas teriam enfraquecido progressivamente a capacidade de funcionamento da loja até a chegada de uma notificação de encerramento em meados de agosto.

A ação reúne alegações envolvendo legislação federal para concessionários, normas estaduais do Arizona, descumprimento contratual, discriminação e violação de deveres de boa-fé.

Além dos US$ 20 milhões já pedidos, os autores também solicitam indenizações adicionais, incluindo valores multiplicados e compensações de caráter punitivo.

A GM, por meio da porta-voz Genna Young, informou que ainda não havia sido formalmente notificada da ação e que não comenta litígios em andamento.

Leonard Bellavia, advogado da concessionária, afirmou ao Automotive News que sua tese é de que a GM buscava cumprir uma meta relacionada a concessionários de minorias.

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