Dificuldade para acessar crédito, conta de luz cara, estradas ruins e falta de braço qualificado. Para enfrentar esses gargalos históricos que pesam no bolso do produtor de Mato Grosso, o AgriHub Conecta decidiu testar o remédio direto onde o problema acontece: dentro das fazendas.
Na 3ª edição do programa — promovido pelo AgriHub com Senar-MT e Famato —, mais de 2,5 mil produtores rurais participaram de um pente-fino que mapeou os maiores perrengues da rotina no campo e selecionou 14 startups de tecnologia para aplicar soluções na prática.
Testado e aprovado: o que funcionou no campo
Nada de teoria de escritório. Ao todo, foram 32 testes reais em propriedades de municípios como Tangará da Serra, Comodoro, Juruena e Guarantã do Norte.
Entre as ferramentas avaliadas de perto por 27 produtores “validadores”, três se destacaram com notas quase máximas em facilidade de uso e suporte:
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Controle de incêndios à distância (NoFlame): Sistema de alarme remoto contra queimadas que tirou nota 10 em facilidade de uso.
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Recuperação da terra (Solusolo): Tecnologia biológica para o solo que teve aprovação de 100% dos fazendeiros que testaram.
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Tocando a pecuária sem internet (InLida): Aplicativo de gestão de rebanho que roda totalmente offline, pensado para regiões sem sinal de celular.
Menos teoria, mais segurança para o bolso
Para a gerente do AgriHub, Erika Segóvia, o grande diferencial do programa foi usar a chamada Matriz GUF para ouvir primeiro o produtor antes de buscar o sistema. As dores mais citadas envolveram logística, frete, burocracia tributária e crédito.
O resultado agrada quem produz e quem desenvolve. Para o governo estadual (Sedec-MT), ver a ferramenta funcionando na fazenda vizinha dá coragem para o produtor investir sem medo de perder dinheiro. Já para os criadores de tecnologia local, fica provado que Mato Grosso não precisa importar ideias de fora para resolver os problemas do seu próprio agro.
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