Uma marca britânica quase esquecida acaba de voltar ao centro das atenções com um esportivo de pista que resgata um nome clássico sem recorrer à fórmula dos restomods.
A Jensen Automotive revelou o Interceptor GTX, interpretação totalmente nova do modelo encerrado em 1976 e inspirada visualmente no automóvel original da antiga Jensen Motors.
A empresa nasceu a partir da Jensen International, conhecida no Reino Unido por restaurações do Interceptor, mas desenvolveu para o GTX uma estrutura e carroceria modernas.
O modelo utiliza painéis de alumínio moldados manualmente e diversos componentes aerodinâmicos de fibra de carbono, deixando apenas referências pontuais ao desenho histórico.
Na dianteira aparecem grade angular, quatro elementos de LED afilados e grandes aberturas sobre o capô destinadas a direcionar o fluxo de ar.

O vínculo visual com o Interceptor original fica mais evidente nas laterais, principalmente pela linha de cintura ascendente e pela larga coluna traseira.
Uma abertura diagonal diante das portas também remete ao antecessor, embora agora ajude a retirar ar das caixas das rodas dianteiras e melhorar a aerodinâmica.
As saias laterais trabalham para organizar o fluxo sob o carro e ao redor dos pneus, reforçando o caráter funcional do pacote externo.
Atrás, o GTX recebe lanternas finas em toda a largura, difusor de grandes dimensões e uma enorme asa traseira com diversos elementos aerodinâmicos.

A tradicional tampa traseira envolvida por vidro deu lugar a janelas laterais separadas e uma abertura traseira mais convencional nesta geração.
O GTX será exclusivo para pistas, mas antecipa aproximadamente 80% do desenho das futuras versões homologadas para uso em vias públicas.
A Jensen pretende lançar primeiro o esportivo GTR e, posteriormente, uma configuração Grand Touring menos extrema e voltada a viagens de longa distância.
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A mudança mais importante está sob o capô, onde o antigo vínculo com motores Chrysler dá lugar a um V8 derivado da família small-block da General Motors.

Construído pela Late Model Engines, no Texas, o motor tem 6,8 litros e utiliza compressor mecânico de 2,7 litros para alcançar inicialmente 973 cv.
Segundo a Jensen, gerenciamento eletrônico MoTeC permite chegar a 1.217 cv e aproximadamente 152,1 kgfm, números muito acima daqueles da configuração básica.
O conjunto inclui componentes internos forjados, cabeçotes usinados por CNC, válvulas de titânio, injeção direta e comando de válvulas variável específico para o carro.
Apesar da origem do projeto, a fabricante afirma que menos de 20% das peças utilizadas nesse V8 são efetivamente provenientes da General Motors.

A transmissão é uma unidade sequencial de seis marchas montada na traseira, utilizando engrenagens de dentes retos e comandos por borboletas ou alavanca central.
Nas versões de rua, a Jensen planeja oferecer câmbio manual de seis marchas ou uma transmissão automática convencional, dependendo da configuração escolhida.
A suspensão utiliza braços duplos de alumínio forjado nos dois eixos, combinados a amortecedores Nitron com três níveis de ajuste manual.
Os freios foram fornecidos pela AP Racing e utilizam discos de aço, escolhidos pela consistência de funcionamento e pela facilidade de utilização em pista.

Direção hidráulica, ABS, controle de tração e controle de largada completam o conjunto destinado a ajudar o motorista a explorar o desempenho disponível.
Por dentro, o GTX adota uma cabine extremamente simples, com estrutura de proteção aprovada pela FIA e dois bancos de competição em fibra de carbono.
Os ocupantes contam com cintos de seis pontos, acabamento pontual em Alcantara, costuras laranja e tiras de couro nas portas como poucos elementos decorativos.
As futuras versões Grand Touring e GTR terão interiores menos austeros, com a primeira priorizando luxo e a segunda mantendo uma proposta mais esportiva.
A Jensen ainda não revelou detalhes dessas cabines, mas indica que o novo Interceptor será uma família completa, e não apenas um exercício nostálgico de pista.
