De Interlagos (SP) – Continuando sua ofensiva no segmento de picapes no país, a Ford anunciou que trará oficialmente a F-150 Raptor ao Brasil. Ao menos por enquanto, não há informações sobre preços, mas já se sabe que ela contará com o motor 3.5 V6 EcoBoost biturbo e tem passaporte carimbado para chegar durante o primeiro trimestre de 2027.
A linha Raptor não é exatamente uma novidade por aqui, visto que a Ford já oferece a Ranger Raptor no país desde meados de 2023. De qualquer forma, a F-150 Raptor deverá assumir o posto de picape mais cara e extrema da marca no Brasil, acima da Tremor, disponível hoje por R$ 580.000.
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Fonte: Diogo de Oliveira
Como é a Ford F-150 Raptor
A Raptor não é apenas uma F-150 com motor mais potente. A versão foi desenvolvida para andar rápido fora do asfalto e muda bastante em relação às demais configurações da picape. Na dianteira, traz grade preta com o nome Ford em letras enormes, para-lamas bastante alargados, para-choque reforçado e proteção inferior, enquanto a unidade mostrada no Brasil usa rodas escuras, pneus de uso misto e grandes adesivos Raptor nas laterais da caçamba.
A parte mais importante, porém, fica escondida sob a carroceria. No modelo vendido nos Estados Unidos, a suspensão utiliza amortecedores FOX Racing Dual-Valve Live Valve, com controle eletrônico capaz de alterar o amortecimento de acordo com o terreno e o modo de condução. Atrás, a Raptor também abandona a solução mais simples das F-150 convencionais em favor de molas helicoidais e eixo rígido guiado por cinco braços.

Foto de: Diogo de Oliveira
Há quatro modos principais de condução – Normal, Sport, Baja e Rock – que alteram parâmetros como direção, controle de estabilidade, caixa de transferência, suspensão, resposta do acelerador e trocas de marcha. O objetivo é permitir que uma picape desse tamanho encare terrenos irregulares em velocidades bem mais altas do que uma F-150 convencional.
Por dentro, a unidade exposta mantém uma cabine bastante conhecida da família F-150, mas com detalhes próprios da Raptor. Há quadro de instrumentos digital, central multimídia, volante exclusivo com costuras contrastantes e identificação da versão, além de uma boa quantidade de comandos físicos para climatização e funções do veículo.

Foto de: Diogo de Oliveira
Nos Estados Unidos, a lista inclui ainda multimídia de 12”, head-up display, sistema de som Bang & Olufsen e bancos com aquecimento e ventilação. A Ford ainda não confirmou se todos esses equipamentos estarão presentes na configuração destinada ao Brasil.
Debaixo do capô, como dito, ela deixa de lado o V8 Coyote das F-150 atualmente vendidas por aqui em favor do 3.5 V6 EcoBoost biturbo, ligado ao câmbio automático de dez marchas e à tração 4×4. A Ford ainda não divulgou a ficha técnica definitiva do modelo brasileiro, mas a tendência é que siga de perto a configuração já oferecida na Argentina.

Foto de: Diogo de Oliveira
Por lá, o conjunto entrega cerca de 456 cv e 70,5 kgfm, sempre com câmbio automático de dez marchas e sistema de tração nas quatro rodas com reduzida. É também essa versão argentina que serve hoje como a referência mais próxima para equipamentos e acerto mecânico, embora a Ford possa fazer ajustes específicos antes do lançamento brasileiro no início de 2027.
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