Mais de três décadas depois de abandonar o câmbio manual em seus supercarros, a McLaren decidiu recuperar três pedais para uma criação completamente fora do padrão atual.
O novo McL 6GT apareceu durante a Monterey Car Week como conceito, mas a fabricante já confirma que o modelo entrará em produção em 2028.
Será o primeiro McLaren manual desde o lendário F1, encerrando um intervalo superior a 30 anos sem essa configuração entre os carros de rua da marca.
A novidade surge justamente em um momento no qual Porsche, Ferrari e outras fabricantes de alto desempenho voltam a discutir experiências mais analógicas ao volante.
O próprio nome combina a nomenclatura atual dos carros de Fórmula 1 da McLaren com referências aos antigos modelos de competição Can-Am, especialmente o M6.

Visualmente, porém, o McL 6GT rompe com várias características adotadas desde que a divisão moderna de carros de rua foi retomada há cerca de 15 anos.
Modelos como MP4-12C, Artura, Senna e W1 compartilham determinadas proporções, linhas curvas dianteiras e traseiras bastante abertas para favorecer refrigeração e fluxo de ar.
Nada disso domina o novo conceito, que recupera elementos do M6 GT por meio de faróis verticais, traseira Kamm e entradas de ar desenhadas com maior simplicidade.
A inspiração busca a clareza visual encontrada em muitos supercarros das décadas de 1990 e 2000, evitando algumas das soluções mais complexas dos modelos atuais.
Dentro da cabine, o câmbio manual assume posição central, com articulações metálicas expostas contrastando diretamente com grandes superfícies pretas e componentes feitos de fibra de carbono.

A própria construção deixa claro que a alavanca não foi tratada apenas como comando mecânico, mas como um dos principais elementos visuais do interior.
Por enquanto, a McLaren revelou poucos detalhes técnicos, confirmando apenas um motor V8 sem informar se utilizará aspiração natural ou algum tipo de sobrealimentação.
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O conjunto também não terá assistência híbrida, decisão alinhada à promessa de entregar uma experiência descrita pela fabricante como tátil, analógica e profundamente mecânica.
Monocoque e carroceria serão produzidos integralmente em fibra de carbono, mantendo uma solução estrutural já fortemente associada aos produtos de alto desempenho da empresa.

A McLaren define o 6GT como um novo tipo de supercarro posicionado além de seu portfólio principal, indicando uma proposta mais exclusiva e menos convencional.
Isso também sugere que câmbios manuais não devem retornar imediatamente a toda a linha, mas podem aparecer em projetos especiais voltados a experiências específicas.
A direção adotada já havia sido antecipada poucas semanas antes no Goodwood Festival of Speed, durante a apresentação do M6 GT pessoal de Bruce McLaren restaurado.
Esse modelo nasceu a partir de uma máquina Can-Am adaptada com cabine fechada para projetos de competição e acabou posteriormente convertido para utilização em vias públicas.

Embora nunca tenha disputado as provas originalmente imaginadas, o M6 GT tornou-se uma referência importante para a nova proposta apresentada agora pela fabricante britânica.
O McL 6GT retoma justamente essa ideia, combinando inspiração de mais de meio século atrás com materiais, construção e conhecimentos desenvolvidos pela McLaren nas últimas décadas.
Assim, a fabricante transforma o câmbio manual em peça central de um supercarro moderno concebido deliberadamente para oferecer uma experiência diferente daquela encontrada em sua linha regular.

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