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Com aporte de R$ 1,96 milhão do Estado, obra de UBS parada há dois anos é retomada em Várzea Grande

O resgate de canteiros de obras abandonados e a expansão da rede de atenção primária ganharam um reforço financeiro decisivo para melhorar a vida dos moradores da região metropolitana. Após quase dois anos de total paralisação, a construção da unidade de saúde do Residencial José Carlos Guimarães, em Várzea Grande, deve finalmente ser concluída. A retomada dos trabalhos foi viabilizada após a aprovação governamental de um investimento estadual de R$ 1,96 milhão destinado exclusivamente à execução do projeto.

A injeção de capital põe fim a uma longa espera da comunidade local, que vinha cobrando a entrega do posto de atendimento em Mato Grosso.

CIB-MT aprova cofinanciamento excepcional de R$ 1,96 milhão para finalizar posto

O recurso financeiro essencial foi chancelado pelos membros da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/MT) por meio de um modelo de cofinanciamento excepcional de investimento. A medida administrativa foi formalizada pela Resolução nº 255, devidamente publicada no Diário Oficial do Estado, autorizando o repasse direto para que o município finalize a estrutura física. A unidade de saúde havia sido iniciada no passado com recursos próprios da prefeitura de Várzea Grande, mas o projeto acabou interrompido antes da conclusão devido a entraves orçamentários.

Com o novo aporte financeiro estadual, a administração municipal poderá readequar os contratos e autorizar o retorno imediato dos operários ao canteiro. A futura Unidade Básica de Saúde (UBS) foi projetada para ampliar o acesso da população carente aos serviços de atenção básica. A expectativa é que centenas de famílias da região passem a contar com consultas médicas, vacinação e curativos mais perto de casa, reduzindo as filas nos prontos-socorros da Baixada Cuiabana.

Os principais impactos e etapas da UBS José Carlos Guimarães reúnem:

  • Montante Injetado: Repasse estadual de R$ 1,96 milhão para conclusão das obras físicas;
  • Aprovação Legal: Homologação via Resolução nº 255 da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/MT);
  • Histórico do Projeto: Construção iniciada pelo município e que enfrentava quase dois anos de abandono;
  • Próximo Passo Técnico: Habilitação junto ao Ministério da Saúde para o custeio federal das equipes;
  • Público Beneficiado: Centenas de famílias do Residencial José Carlos Guimarães e bairros vizinhos.

Após conclusão da estrutura, unidade precisará de habilitação no Ministério da Saúde

A conclusão da estrutura atende a uma demanda antiga e urgente dos moradores do residencial. Além de humanizar o atendimento na atenção primária, o novo espaço trará maior conforto para pacientes e melhores condições de trabalho para os profissionais de enfermagem e medicina. A redução da necessidade de deslocamentos longos para outras policlínicas da cidade é apontada como a maior vantagem prática do projeto.

Contudo, após a entrega da engenharia civil, a prefeitura municipal de Várzea Grande deverá iniciar imediatamente o processo de habilitação da UBS junto ao Ministério da Saúde, em Brasília. Essa etapa técnica e burocrática é estritamente necessária para que o posto passe a receber os recursos federais regulares destinados ao custeio mensal dos serviços, manutenção preventiva da estrutura e financiamento das equipes de Saúde da Família ao longo deste ano de 2026.

Ficha Técnica da Retomada da Saúde Dados Oficiais da UBS (2026)
Localização da Unidade Residencial José Carlos Guimarães — Várzea Grande (MT)
Valor do Aporte Estadual R$ 1.960.000,00 (Um milhão, novecentos e sessenta mil)
Instrumento de Liberação Resolução nº 255 / Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
Tempo Prévio de Paralisação Aproximadamente 02 anos com canteiro travado
Foco de Atendimento Médico Atenção Primária / Cuidados Essenciais de Saúde

O desbloqueio deste orçamento para a saúde de Várzea Grande joga luz sobre o desafio crônico enfrentado por dezenas de administrações municipais em Mato Grosso, que iniciam obras de interesse social com recursos próprios, mas esbarram na inflação dos insumos da construção e no teto de gastos e acabam deixando esqueletos de concreto nos bairros, evidenciando que os mecanismos de cofinanciamento e socorro financeiro por parte do governo estadual são as únicas saídas viáveis para evitar o desperdício do dinheiro público já investido no passado, embora líderes comunitários lembrem constantemente que a prefeitura precisa fiscalizar com rigor a empreiteira contratada para que o cronograma não sofra novos atrasos, demonstrando com total nitidez que tijolos assentados só se transformam em saúde real quando há médicos e remédios disponíveis nas prateleiras ao longo deste ano de 2026. Você considera que o governo de Mato Grosso deveria criar uma lei proibindo prefeituras de iniciarem novas obras de postos de saúde ou creches sem antes comprovar em conta bancária o saldo total para a conclusão do projeto, como forma de acabar com o fantasma das obras paradas, ou acredita que o Estado deve manter essa flexibilidade de socorrer financeiramente os municípios de forma excepcional sempre que um imprevisto acontecer? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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