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Avaliação Jeep Avenger Longitude: agrada no desempenho e conforto, mas consumo urbano poderia ser melhor

Na avaliação, o Jeep Avenger Longitude fez 8,7 km/l na cidade e até 19,6 km/l em trecho rodoviário a 80 km/h.

O Jeep Avenger surgiu como o esperado menor carro da marca americana para uma realidade europeia, agora estendida ao Brasil num segmento novo, o de SUVs compactos de entrada.

Na versão Longitude, que chegou para a Avaliação NA, o Avenger se apresenta na forma intermediária com preço sugerido de R$ 137.990.

Nesse pacote, o Avenger quer focar no equilíbrio, que vemos mais no uso do motor GSE 1.0 turbo flex com um diferencial: vem de fábrica com sistema MHEV de 12 volts.

Ele entrega 116 cavalos e 20,4 kgfm, além do câmbio CVT de sete marchas simuladas, garantindo assim ao Jeep Avenger Longitude desempenho, mas será que eficiência também?

Parrudinho elegante

O Jeep Avenger tem um aspecto interessante, já que a frente é truncada, com conjunto ótico de LED, que se harmoniza bem com a moldura brilhante que representa as sete barras da marca.

O para-choque com partes protegidas e diminutos faróis de neblina em LED também são bons destaques, bem como a grade inferior com elementos verticais. As rodas de liga leve aro 17 polegadas tem visual agradável.

Nas laterais, as formas equilibradas do pequenino Jeep não dão margem estética para derivados ou ampliações, parecendo tudo muito bem-casado visualmente. As maçanetas embutidas dão leveza ao conjunto.

A traseira tem boa aparência, com as pequenas lanternas com elementos visuais que lembram o “X” do galão de gasolina do Jeep clássico militar, enquanto o para-choque pouco pronunciado se harmoniza com o resto.

Dentro, a surpresa do Jeep Avenger é seu painel tem equilibrado e harmônico, com acabamento metalizado com nome do carro em destaque, assim como revestimento soft.

O suporte para objetos logo abaixo também chama a atenção, assim como os comandos físicos no apoio inferior e entre os difusores centrais. O volante chama atenção pelos botões destacados.

A simplicidade do nome Jeep e de alguns elementos, especialmente do console, nos remete à proposta de baixo custo, mas sem ser assim tão agressiva a ponto de perder a qualidade.

No console, os modos de condução e o freio de estacionamento eletrônico, assim como carregador indutivo e a pequena alavanca, igualmente de estilo distinto dos demais carros da Stellantis.

O lado ruim dessa história está nas telas do painel. O cluster é bem simples em sua tela de 7 polegadas, recordando o DNA deste Jeep, por compartilhar com a Citroën, sua fábrica e plataforma.

Recursos de eficiência e uso da energia do MHEV são facilmente acionados na haste, assim como o computador de bordo, no melhor estilo Peugeot-Citroën. Elas são as mesmas.

Até mesmo o conta-giros precisa ser selecionado para caber no display.

Já a multimídia Uconnect tem, sim, 10 polegadas de largura, mas é bem mais baixa que a de outros do grupo e poderia ter mais espaço vertical, reduzindo a visualização.

Os elementos também são adaptáveis para compensar esse detalhe, contendo ainda câmera de ré de bom ângulo e tela cheia. Entre os bancos, o apoio de braço desliza, o que é bom, enquanto o porta-luvas é profundo como num Citroën.

Já o acabamento geral é bom, com material soft nas portas dianteiras como um chamariz importante, enquanto os assentos são confortáveis. Todavia, o interior não é tão espaçoso, embora seja melhor que alguns rivais, em especial Kardian e Tera, nessa ordem.

Falta difusor de ar traseiro, mas exibe um inesperado retrovisor interno eletrocrômico. Não há apoio de braço traseiro, enquanto o bagageiro tem somente 321 litros com estepe padrão.

Desempenho condizente

Com apenas 4,084 m de comprimento, 1,776 m de largura, 1,583 m de altura e 2,557 m de entre eixos, o Jeep Avenger pesa 1.271 kg e para isso, precisa de um motor turbinado.

Nesse caso, o GSE 1.0 Turbo Flex de três cilindros com 999 cm³ e injeção direta de combustível, já devidamente ajustado para o Proconve L8, aceita o desafio do pequenino da Jeep.

Ele é dotado do sistema MHEV de 12V, que consiste num motor/gerador com polias e correia especial, acoplado ao propulsor, além de bateria de lítio sob o assento do motorista.

Assim, com 116 cavalos a 5.250 rpm e 20,4 kgfm a 1.750 rpm, o Jeep Avenger Longitude tem ainda 4 cavalos extras quando o sistema MHEV aplica força e também 1 kgfm a mais.

Dessa forma, ele vai de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos com final de 185 km/h, garantidos também por uma caixa CVT da Aisin com simulação de sete marchas e paddle shifts.

O Avenger tem os modos de condução Normal, Sport e All-Rerrain, mesmo tendo tração somente dianteira. O recurso é para ajudar em um fora de estrada eventual.

Por ora, é o único Jeep vendido no Brasil sem tração nas quatro rodas, mas isso vai mudar em breve com a versão híbrida 4xe. Assim, o Avenger nacional está mais para a cidade que o fora de estrada.

O motor GSE, como esperado, sobra no pequeno Jeep, garantindo boas saídas e agilidade no dia a dia urbano, garantindo também suavidade e conforto com o CVT. Ele mantém 1.500 rpm na maior parte do tempo.

No modo Sport, dá para se divertir um pouco mais com o regime mais agressivo do conjunto, assim como uma tocada mais esperta. Na estrada, o Avenger sobra, com boas retomadas e ultrapassagens confortáveis.

Já no consumo, mesmo usando o MHEV 12V e do Start&Stop, não conseguimos nada melhor que 8,7 km/litro na gasolina, reforçando nossa percepção de alto consumo urbano do GSE.

Como esperado, na rodovia ele foi bem mais frugal, fazendo 19,6 km/l a 80 km/h, 18,8 km/l a 100 km/h e 17,5 km/l a 120 km/h. Melhor pegar a estrada nesse caso. A 110 km/h em gira em 2.400 rpm.

Tendo uma direção leve e freios medianos, com alguma imprecisão perto da imobilidade, mesmo com discos traseiros, o Avenger tem uma boa dinâmica de condução.

A suspensão elevada com 221 mm de altura do solo, mais pneus 215/60 R17, garantem ao Avenger mais segurança e conforto em ruas esburacadas ou de pavimento ruim por natureza, como os trepidantes bloquetes e paralelepípedos.

Pouca reverberação interna e um bom equilíbrio de chassi, garante mudanças rápidas de direção e curvas fechadas com mais controle. Robusto nesse aspecto, faz jus à marca, mesmo sendo simples.

O pacote ADAS é bom com controle de cruzeiro adaptativo e assistente de faixa, entre outros recursos, com reconhecimento de placas, por exemplo. No geral agradou ao andar.

Na luta

O Jeep Avenger chegou ao mercado em pleno combate entre os SUVs compactos e outras coisas como carros chineses híbridos e elétricos. É uma luta desigual em certos aspectos e o juiz é o consumidor.

Apesar da proposta de acesso, o Avenger já vem preparado para bater forte nos rivais, como freio de estacionamento eletrônico e modos de condução, sem contar a hibridização leve “de série”. Isso certamente lhe dá vantagens em lugares como a capital paulista, por exemplo.

Faltam alguns detalhes apontados, mas no geral, o pacote da versão Longitude é até que bom se compararmos com os demais do segmento.

No mercado, o Chevrolet Sonic Premier sai por R$ 134.990 ou R$ 129.990, a depender da oferta. É mais econômico na cidade e espaçoso internamente, mas não se compara em conteúdo com o jipinho.

O Renault Kardian Iconic é um pouco mais caro e ainda cobra pela segurança, sendo mais apertado, embora com desempenho superior. Custa R$ 140.990.

Por fim, o VW Tera Comfort custa R$ 134.990, mas ficou mais potente com até 128 cavalos e câmbio de 8 marchas. Desempenho e consumo são seus destaques.

Dessa forma, o Jeep Avenger Longitude parece pronto para sair de coadjuvante para protagonista nessa história dos SUVs compactos de entrada, que chamamos de “SUVs populares”. Vale a pena conferir essa proposta.

Jeep Avenger Longitude 2027 – Galeria de fotos

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